Vídeo: a vida de Patrícia Palumbo

Conversamos com uma das vozes mais conhecidas do rádio brasileiro. Ela contou sobre seu dia a dia, o gosto por velejar e outras histórias


A vida de Patrícia Palumbo

A jornalista Patrícia Palumbo mostra sua coleção de rádios e conta sobre seu dia a dia, o gosto por velejar e outras histórias. Publicado no site Clichetes em 09/12/2013

REPORTAGEM: ANDRÉIA MARTINS E CAROLINA CUNHA

FILMAGEM E EDIÇÃO: DIEGO RINALDI

PATRÍCIA PALUMBO
09/12/2013 at 16:37
Conversamos com uma das vozes mais conhecidas do rádio brasileiro. Ela contou sobre seu dia a dia, o gosto por velejar e outras histórias

REPORTAGEM: ANDRÉIA MARTINS E CAROLINA CUNHA/ FILMAGEM E EDIÇÃO: DIEGO RINALDI

A casa da jornalista Patrícia Palumbo é ao mesmo tempo silenciosa e musical. Na sala, objetos zen dividem espaço com biografias musicais, retratos de músicos e a sua coleção de rádios, que vão dos pequenos modelos portáteis aos de grande porte como o rádio bar e o valvulado, encontrados apenas em antiquários.

Apesar de não tocar nem campainha, como ela mesma diz, a música é o centro de sua vida. É no escritório de casa que ela comanda sozinha o Vozes do Brasil, programa sobre música brasileira transmitido para oito emissoras de rádio. No sofá do estúdio improvisado, já foram entrevistados grande parte da fauna musical brasileira atual. Seu ouvido gosta de diversidade e está lapidado pela experiência de mais dez anos à frente do programa.

A radialista de 48 anos de idade conheceu as FMs ainda pequena, enquanto viajava de carro com os pais. A diversão era zapear as frequências durante a estrada de São Sebastião (SP), onde nasceu e morava, até a capital carioca. Nem imaginava que, anos mais tarde, sua voz estaria ali, falando pelas caixinhas de sons que invadem nossa casa, nosso carro, e que se faz presente no dia a dia de muita gente.

– Rádio em casa é um assunto. Sempre foi. Meu pai sempre foi ouvinte de rádio e quando jovem chegou a ser ator de radionovela, no Rio de Janeiro, antes de mudar para São Sebastião. E minha mãe, que é de lá, era louca por rádio novela. Fugia de casa para ouvir rádio no vizinho, porque minha avó não deixava ela ouvir.

Durante a infância, Patrícia se recorda das músicas antigas que a mãe cantava, como Noel Rosa. A menina que pensava que “Chiquita Bacana” era inventada pela mãe para as crianças brincarem no carnaval descobriu que a música existia de verdade anos mais tarde, trabalhando na Cultura AM, quando era estagiária do radialista Walter Silva, aos 18 anos.

Patrícia não pensava em deixar vida da então bucólica São Sebastião. “Queria fazer um curso e quando terminasse voltar para a praia”, diz ela. Tanto que quando se mudou para São Paulo, para cursar a faculdade — primeiro de História, na USP, que abandonou, e depois a de Comunicação, na PUC –, teve que se acostumar com algumas esquisitices da capital. Achava o ônibus opressivo e gostava de andar a pé.

– Elevador era uma coisa estranha, lembra ela, que no auge da destemida adolescência, cultivou o hábito de pedalar com o walkman por toda São Paulo, quando ainda não existiam as ciclovias. – Era uma loucura, mas eu tinha 17 anos, ri Patrícia.

Além do Vozes do Brasil, que ela já transformou em livro, Patrícia ainda é a voz que divulga a Osesp, a Orquestra do Estado de São Paulo, no rádio, e também atua como consultora de projetos musicais para marcas como Natura e Sesc.

Para quem a escuta falar, a voz é certamente um dos amuletos de Patrícia. É quase terapêutica. No tom, no timing, nos espaços. Ela diz que não faz exercícios, nem treina. A gente acredita. Combinada com o sorrido largo, que ela, ao menos durante a entrevista, soltou com vontade, a voz soa irresistível para quem gosta de ser fisgado pelo ouvido.

863 Comments

  1. Wow, great post.Much thanks again. Fantastic.